Cláudia Pereira
Cláudia Pereira
02 Abr, 2025 - 20:30

Kit de sobrevivência de 72 horas: preparado para o inesperado?

Cláudia Pereira

Descubra o que deve conter um kit de sobrevivência de 72 horas, recomendado pela União Europeia. Esteja pronto para emergências com um plano simples.

Imagine ficar sem luz, sem água e sem rede no telemóvel. Três dias em modo offline, versão hardcore. Parece exagero? Pois a União Europeia não acha. A recomendação é clara: cada cidadão deve ter em casa um kit de sobrevivência que garanta autonomia durante 72 horas. Sim, três dias. E não, não é só encher a despensa de enlatados.

Para que serve o kit de sobrevivência?

O objectivo é simples: sobreviver. Em caso de catástrofe natural, falha de infra-estruturas ou outra crise, o kit ajuda a manter a calma e a autonomia até que os serviços de emergência entrem em acção.

O que o kit de sobrevivência deve conter?

Aqui fica uma lista prática. Nada de exageros, só o essencial para garantir três dias de autonomia:

  • Água – pelo menos 6 litros por pessoa – para beber e manter o mínimo de higiene.
  • Comida duradoura – enlatados, barras energéticas, frutos secos.
  • Medicamentos – os que toma diariamente e um kit de primeiros socorros.
  • Lanterna, pilhas e velas – a luz faz toda a diferença quando a noite chega e os interruptores não respondem.
  • Rádio portátil – daqueles à antiga, para ouvir notícias sem internet.
  • Power bank – para carregar o telemóvel e manter uma linha de contacto aberta com o mundo.
  • Dinheiro vivo – em numerário e trocos. Se os sistemas eletrónicos falharem, o multibanco não ajuda.
  • Documentos essenciais – cópias do CC, cartão do utente, apólices de seguro, contactos de emergência.
  • Produtos de higiene – papel higiénico, sabão, toalhitas húmidas.
  • Ferramentas básicas – canivete, fita adesiva, corda. Multiusos que resolvem mais do que se imagina.

E se tiver crianças ou animais?

Personalize o seu kit. Se houver bebés, inclua fraldas, toalhitas, leite em pó, biberões e um ou dois brinquedos pequenos – nunca subestime o poder de um boneco para acalmar. Para crianças mais crescidas, pense em snacks, livros, lápis e papel para entreter.

Se tiver animais de estimação, prepare ração suficiente, água extra, trela, transportadora e, se necessário, medicação. Uma manta ou objeto familiar pode ajudar a manter o animal tranquilo. No fundo, adapte o conteúdo do kit às rotinas e necessidades da sua família – humanas e peludas.

Onde guardar o kit de sobrevivência?

Escolha um local seco, arejado e de fácil acesso – nada de o esconder no fundo da arrecadação atrás das decorações de Natal. Todos os membros da casa devem saber onde está o kit e como usá-lo, se necessário.

Evite locais sujeitos a humidade ou variações extremas de temperatura. Uma despensa, um armário no corredor ou até uma mochila pronta junto à porta podem funcionar bem.

Revise o conteúdo do kit a cada seis meses. Verifique prazos de validade de alimentos e medicamentos, teste a lanterna e substitua pilhas ou produtos usados. A manutenção regular garante que o kit cumpre o seu propósito quando mais precisar.

Prevenir é viver

Preparar um kit de sobrevivência não é exagero, é bom senso. Não se trata de viver com medo, mas de estar pronto para o inesperado. Tal como se faz um seguro de saúde ou se guarda o número da assistência em viagem, o kit é uma medida prática de protecção.

É algo que se espera nunca ter de usar, mas que pode fazer toda a diferença quando o imprevisto bate à porta. Em situações de emergência, quem está preparado consegue agir com mais calma, tomar decisões com mais clareza e proteger melhor a sua família.

Veja também